LeiLu · 07/11/2026 22:45
Ainda é possível ser criativo na era da IA?
As ferramentas de inteligência artificial (IA) têm transformado a maneira como trabalhamos e vivemos, tornando cada vez mais difícil escapar de sua presença no cotidiano. Segundo levantamento do Observatório Fundação Itaú, 93% dos brasileiros utilizam alguma ferramenta de IA. Desse total, 70% afirmam recorrer à tecnologia para apoiar atividades profissionais, estudar ou se divertir no tempo livre.
O resultado é uma presença crescente de conteúdos gerados por IA, que vão das publicações nas redes sociais a materiais impressos, como panfletos. Diante desse cenário, surge uma pergunta: ainda é possível ser criativo na era da IA? A questão conduziu o debate entre a pesquisadora Dora Kaufman, a artista Giselle Beiguelman e a arquiteta e designer computacional Marcella Carone, no terceiro dia do Casa Vogue Experience 2026, realizado no Parque Global, na capital paulista, neste sábado (7).
A conversa abordou o próprio conceito de inteligência e o lugar da criatividade nessa definição, além dos impactos da inteligência artificial nos processos criativos. Afinal, como conciliar a capacidade de criação com uma tecnologia que opera a partir de modelos estatísticos e probabilísticos? LEIA MAIS 🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp!
Clique aqui e siga nosso canal “Se a essa tecnologia não fosse dado esse nome, quando foi criado o campo da Inteligência Artificial, provavelmente a gente não faria essa comparação com a inteligência biológica”, pontuou Dora Kaufman. Para a pesquisadora, a IA não alcança a complexidade do cérebro humano. “Na verdade, toda inteligência é artificial. Ela é conquistada durante o nosso processo de aprendizagem”, complementou Giselle Beiguelman.
As especialistas também refletiram sobre a inteligência para além de uma perspectiva antropocêntrica e discutiram os modelos de linguagem que sustentam muitas das ferramentas automatizadas. “A linguagem é uma ferramenta de poder. Então, você também acredita que existe alguém pensando por trás da linguagem”, observou Marcella Carone, ao abordar o papel dos códigos e da linguagem no funcionamento dessas tecnologias. De esq a dir, Giselle Beiguelman, Dora Kaufman e Marcella Carone Wesley Diego Emes Durante a conversa, Giselle revelou que as ferramentas de IA se tornaram suas principais parceiras de trabalho e que, hoje, já não consegue imaginar seus processos criativos sem elas. “Criar é correr riscos.
Não existe criatividade sem lidar com o risco e a improbabilidade. Com a inteligência artificial, a tecnolo
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