LeiLu · 02/11/2026 19:00
Diretor conta bastidores de ‘As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você’
D ez cartas, uma amizade de infância e muitos medos para encarar. Em As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, Gabi, interpretada por Any Gabrielly, recebe desafios deixados por Julia (Giulia Be), sua melhor amiga, que morre após um acidente de carro. As missões convidam a adolescente a experimentar coisas novas enquanto tenta lidar com a perda.
A adaptação do livro de Fernanda Castro e Silva, que chegou aos cinemas em 29 de outubro, tem direção de Diego Freitas. Em entrevista à CAPRICHO, ele contou como procurou falar sobre o luto para o público jovem e revelou escolhas que vão dos cenários ao jeito de mostrar um flerte por mensagem. Para o cineasta, a história precisava abrir espaço para a dor e para a possibilidade de seguir vivendo. “Ele não é um filme pesado: é um filme que fala de um assunto pesado.
Acho que a gente conseguiu trazer de uma maneira leve e responsável, mas mantendo a emoção”, afirmou. Continua após a publicidade O luto na adolescência, sem infantilizar a conversa Freitas ainda não conhecia o livro quando recebeu o convite da Paris Filmes para avaliar uma adaptação. A leitura chamou sua atenção justamente pela oportunidade de discutir a finitude entre personagens jovens. “Eu fui ler o livro e ele me atravessou, porque é falar sobre luto num mundo jovem.
Eu acho que era importante falar”, contou. Ao desenvolver o longa, ele levou em consideração a idade das protagonistas e as transformações que atravessam esse período. “O final da adolescência é uma fase muito turbulenta. A gente está com o corpo mudando, os hormônios explodindo, você está virando quase adulto.
Então, tem uma responsabilidade muito grande: como a gente vai tratar esse assunto de uma maneira responsável?” O diretor explicou que queria conversar com esse público sem infantilizar a abordagem. Por isso, a trama inclui cenas fortes e discussões sobre saúde mental, ao mesmo tempo que acompanha as descobertas de Gabi a partir das cartas. Continua após a publicidade View this post on Instagram A cena favorita veio de fora do livro Ao ser questionado sobre sua cena favorita de dirigir, Freitas escolheu uma ideia desenvolvida para a adaptação: o chamado “vácuo”, um espaço escuro em que Gabi aparece durante seu processo de luto. “É uma coisa que não existe no livro.
Era, de alguma maneira, tentar mostrar visualmente o fundo do poço, literalmente: um lugar escuro em que ela está, dentro dela mesma”, explicou. O recurso também se conecta à importância de receber ajuda, um dos pontos
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