LeiLu · 26/10/2026 14:44
Ginecologista passa por 8 tentativas de FIV para engravidar e revela que quase desistiu: "Uma das fases mais difíceis da minha vida"
Aos 36 anos, a ginecologista e obstetra Alessandra Mantovani decidiu que era hora de realizar um sonho antigo: ser mãe. Especialista em ginecologia endócrina e reprodução assistida pela Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, Alessandra conhecia os caminhos para investigar possíveis dificuldades para engravidar, mas não imaginava que viveria uma jornada de tantas tentativas e uma perda gestacional, antes de realizar o sonho de se tornar mãe. Alessandra e Cristiano, hoje, são pais de Catarina, de 5 anos, e Cecília, de 2 Alessandra Mantovani/Arquivo pessoal "Eu sempre quis ser mãe.
Lembro de ainda pequena ter o desejo de ser mãe. Eu me planejei para me formar primeiro para depois seguir com o plano da maternidade", conta Alessandra, em entrevista à CRESCER. O plano inicial era tentar engravidar naturalmente sem pressa.
Em agosto de 2018, Alessandra começou as tentativas com o marido, Cristiano Rodrigo, e decidiu esperar seis meses antes de procurar ajuda médica. Diante dos resultados negativos, o casal começou a investigar a fertilidade. Alessandra fez uma histerossalpingografia, exame que avalia o útero e as trompas, enquanto o marido realizou um espermograma, que analisa o sêmen e os espermatozoides.
Os resultados, no entanto, não apontaram alterações que explicassem a dificuldade para engravidar. Durante o processo, Alessandra também identificou ciclos anovulatórios, quando não há liberação de um óvulo durante o ciclo menstrual, e passou por acompanhamento nutricional, que resultou na perda de peso. Na época, surgiu a suspeita de síndrome dos ovários policísticos, mas não houve confirmação do diagnóstico.
Mesmo sem alterações significativas nos exames, a gravidez não acontecia e a ansiedade começou a ganhar espaço. "Fui tomada por muita ansiedade e vivi cenas que vejo no meu consultório corriqueiramente. Marcando na tabelinha, contando os meses e me frustrando quando a menstruação chegava", lembra a ginecologista. Alessandra tentou engravidar por um ano antes de decidir, junto com o marido, partir para a fertilização in vitro (FIV), em agosto de 2019.
Como os exames não tinham apontado alterações, a médica esperava que o processo fosse tranquilo. "Estava otimista, crente que engravidaria rápido. Sêmen bom, quantidade de óvulos boa. Vai ser fácil, eu pensei", lembra Alessandra.
O início das tentativas do casal para ter o seu primeiro filho foi em 2018 Alessandra Mantovani/Arquivo pessoal O primeiro positivo e a perda gestacional Na primeira FIV
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