LeiLu · 30/10/2026 15:17
O Outubro Rosa precisa ensinar pacientes a interpretar informações sobre câncer de mama
Ao longo de minha trajetória na mastologia, observei uma mudança significativa na dinâmica médica-paciente. Historicamente, os médicos eram os principais portadores de informação, explicando diagnósticos e tratamentos, enquanto as pacientes frequentemente buscavam orientações básicas como 'o que devo fazer?'. Com o tempo, essa relação transformou-se: hoje, mulheres chegam às consultas já preparadas, pesquisando detalhes sobre a doença, analisando tratamentos e até utilizando inteligência artificial para compreender escolhas médicas.
Embora alguns colegas se sintam desafiados com essa mudança, a realidade é que a responsabilidade do médico aumentou. Não basta prescrever; é essencial ajudar a interpretar informações complexas. A acessibilidade da informação não garante conhecimento de qualidade, exigindo que profissionais orientem com clareza sobre indicadores, alternativas e impactos da doença.
O Outubro Rosa desempenhou papel crucial ao trazer o câncer de mama para o diálogo público, incentivando conversas em famílias e empresas. Porém, a próxima etapa é avançar do reconhecimento para o letramento em saúde. Isso significa garantir que mulheres não apenas conheçam a doença, mas também compreendam como as decisões médicas afetam sua vida, promovendo autossuficiência na gestão da saúde.
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