LeiLu · 07/11/2026 06:00
Saiba como é o novo restaurante do MAM, no Parque do Ibirapuera
Há onze anos, um pequeno restaurante instalado nos fundos de uma loja de materiais de pintura, em São Paulo, começava a construir sua reputação com combinações pouco convencionais e apresentações minuciosas. A vizinhança de tintas, pincéis e telas parecia uma coincidência oportuna para a cozinha inventiva do chef Victor Dimitrow. Agora, o Petí leva essa relação com as artes a um novo endereço, desta vez bastante literal: o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), no Parque Ibirapuera.
A mudança de Perdizes para um dos principais espaços de lazer e cultura da cidade vem acompanhada de uma transformação na escala e na proposta da casa, comandada pelo chef Dimitrow e pela restauratrice Bárbara Camargo. O restaurante, antes limitado a 36 lugares, agora acomoda 84 pessoas em um salão envidraçado voltado para o entorno do museu. A operação, anteriormente concentrada no almoço, passa a se estender do café da manhã ao fim da tarde, recebendo tanto quem procura uma refeição elaborada quanto quem deseja apenas uma pausa entre exposições e caminhadas pelo parque.
O acesso é independente da visita ao MAM. Reconhecido com o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, distinção concedida a restaurantes que oferecem boa relação entre qualidade e preço, o Petí construiu sua identidade com uma cozinha que combina ingredientes brasileiros, técnicas contemporâneas e uma disposição pouco cerimoniosa para experimentar. O Petí tem o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, concedido a restaurantes com bom custo-benefício Divulgação/Zé Moreau Entre os pratos principais estão o peito de pato curado, acompanhado de purê de batata-doce laranja com puxuri, cavolo nero e rotí de tucupi preto (R$ 90); e os camarões grelhados, servidos com fregola, bisque de seriguela, chuchu e crocante de milho crioulo (R$ 98).
Para petiscar, o destaque é a broa de milho com mousse de foie e geleia de jabuticaba (R$ 24 para 2 unidades). Ingredientes como taioba, seriguela, jenipapo e queijo do Serro aparecem em preparações que aproximam produtos brasileiros de técnicas da cozinha europeia, sem se prender a fronteiras gastronômicas. As sobremesas seguem a mesma disposição para encontros improváveis.
Uma ganache de melado de bracatinga recebe crumble de alho negro, caramelo de balsâmico e gel de tamarindo (R$ 38), enquanto a panacota de camomila vem acompanhada de bolo de azeite e calda de jenipapo com limão-galego (R$ 38). A julgar pelo cardápio, a curiosidade continua sendo um ingrediente indispensável da casa.
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