LeiLu · 08/11/2026 09:02
1 em cada 3 bebês diagnosticados com alergia a amendoim pode não ter a condição, aponta estudo
Um diagnóstico de alergia a amendoim nos primeiros meses de vida costuma significar anos de restrições alimentares ou tratamentos para desenvolver tolerância. Mas um estudo recente traz uma notícia que pode aliviar muitas famílias: mais de um terço dos bebês diagnosticados com a alergia pode, na verdade, parar de reagir ao amendoim poucos meses depois. Amendoim Magnific Abrir as janelas ajuda a melhorar a qualidade do ar dentro de casa?
A pesquisa, publicada no periódico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice, realizou os chamados “testes de provocação alimentar” com bebês diagnosticados com alergia a amendoim. Nesses testes, as crianças recebem doses crescentes de proteína de amendoim, sob supervisão médica, para confirmar se a alergia realmente existe. O que o estudo descobriu O resultado surpreendeu os próprios pesquisadores: mais de 1 em cada 3 bebês submetidos ao teste tolerou a proteína de amendoim, ou seja, não apresentou sintomas de reação alérgica. “Essa taxa é muito maior do que imaginávamos”, afirmou o coautor do estudo, Timothy Brettig, alergista pediátrico do National Allergy Centre of Excellence, na Austrália, ao site Live Science.
Entre abril de 2024 e outubro de 2025, a equipe revisou os prontuários de 1.275 bebês que haviam sido encaminhados a hospitais públicos australianos após uma reação ao amendoim antes de completar 1 ano. Para o diagnóstico inicial, essas crianças precisavam ter histórico de reação alérgica e apresentar sinais de sensibilização em testes, como o teste cutâneo (em que o extrato de amendoim é colocado sobre a pele) e exames de sangue que detectam anticorpos contra as proteínas do alimento. Por que os testes podem enganar nessa idade Um ponto importante do estudo é justamente a faixa etária analisada. “Crianças com menos de 1 ano são um grupo interessante, porque o sistema imunológico ainda está em rápido desenvolvimento, e os testes de alergia existentes podem não refletir bem o seu estado alérgico”, explicou Alexandra Santos, professora de alergia pediátrica no King’s College London, que não participou da pesquisa.
Na prática, isso significa que os testes podem indicar que a criança é sensibilizada a determinado alimento, mas não necessariamente confirmam que ela terá uma reação ao comê-lo e podem até gerar falsos positivos. Dos 1.275 bebês, 778 passaram pelo teste de provocação cerca de seis meses após a primeira reação registrada, com idade média de 13 meses. Eles receberam até sete doses gradua
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