LeiLu · 05/11/2026 17:37
Aprender a falar ‘dinheirês’ é fundamental para a autonomia financeira feminina, dizem especialistas
As mulheres conquistaram espaço no mercado de trabalho, mas renda, patrimônio e investimento nem sempre fizeram parte de sua formação. A busca por autonomia financeira precisa -- e deve -- se tornar tema do cotidiano das mulheres.Esse foi o tema de um dos paines do Marie Claire Legados, que recebeu Ana Laura Magalhães, especialista em investimentos e criadora de conteúdo; Pâmela Vaiano, diretora de Comunicação Corporativa do Itaú Unibanco, com atuação em iniciativas que aproximam as pessoas da informação e da educação financeira; e Zeina Latif, economista e professora, sócia da Gibraltar Consulting e ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. O evento, que aconteceu no Cubo Itaú nesta quinta-feira (5), contou com patrocínio do Itaú Empresas e apoio da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) e do projeto Mãos pro Futuro.
As três contaram que o interesse pela educação financeira foi sendo construído. Latif lembrou que é filha de imigrantes e que a ética do trabalho e a busca por autonomia sempre foram incentivadas em casa. "Cresci ouvindo que 'filha minha não ia depender de homem'. Em casa, havia cobrança, mas sempre incentivando. passando confiança.
Me sinto privilegiada por ter nascido numa família sem luxos, mas sou filha de pais que fizeram esforços. Eu tive sorte", avalia. "Cuidar da carreira era uma coisa natural, não era apenas indepedência, mas também cuidado". Nos anos 80, em uma época em que a hiperinflação ditava as regras, Latif conta que começou a se interessar por economia e decidiu escolher a área para construir a própria carreira. "Eles estavam preocupados [risos], mas no final deu tudo certo".
Zeina Latif defende que é preciso falar sobre dinheiro Clara Bellini Magalhães, que se tornou especialista em investimentos, impacto que tem transformado a vida de muitas mulheres, conta que começou a estudar Relações Internacionais e teve uma experiência na Croácia. "Eu queria trabalhar com refugiados. Queria entender essa complexidade e tive um choque cultural muito grande, porque entendi que não tinha educação emocional para lidar com as questões", contou ela. Formada, ela teve dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. "Eu concorria com uma engenheira, uma advogada... e entrei no mestrado, em economia.
Estudei, pesquisei e fui para um evento do FMI em Washington. Eu tinha 23 anos, achava que sabia tudo, eu era muito corajosa', completou. Magalhães atua como influenci
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