LeiLu · 07/11/2026 11:43
Casos de hemorragia grave em bebês dobram em um ano por recusa dos pais a injeção essencial
Não são só as vacinas que vêm ficando de fora dos cuidados com os recém-nascidos. Um número crescente de pais tem recusado um tratamento de rotina dado aos bebês logo após o nascimento — apesar de mais de 60 anos de recomendação médica. E pesquisadores agora alertam: esse movimento coincide com um aumento preocupante de episódios de sangramento potencialmente fatais em bebês.
Em casos mais sérios, o sangramento por deficiência de vitamina K pode levar a danos cerebrais permanentes ou à morte. Journal of Perinatology Vacinação contra a poliomielite cai pelo segundo ano e nenhuma região do Brasil atinge a meta em 2026 O que o estudo revelou Em um amplo estudo, pesquisadores analisaram prontuários eletrônicos de 5,2 milhões de bebês nascidos nos Estados Unidos entre 2017 e 2025, acompanhando-os durante os primeiros seis meses de vida. Eles descobriram que 234.825 bebês — cerca de 4,5% — não tinham registro de ter recebido a injeção de vitamina K.
Os dados mostram a diferença que isso faz. Bebês sem o registro da aplicação tiveram 288 episódios de sangramento a cada 10 mil nascimentos nos primeiros seis meses, contra 186 entre os que receberam a injeção. Mesmo considerando fatores como idade gestacional, sexo e características maternas, os bebês sem a dose tiveram risco 47% maior de sangramento.
Segundo os pesquisadores, sem a injeção, os bebês são 81 vezes mais propensos a desenvolver a chamada doença hemorrágica por deficiência de vitamina K (DHDVK). Por que a vitamina K é tão importante A injeção é essencial porque os bebês nascem com níveis muito baixos desse nutriente, fundamental para a coagulação do sangue. Eles só passam a obter quantidades significativas da vitamina quando começam a comer alimentos sólidos, como folhas verdes, por volta dos 6 meses.
Isso deixa uma janela crítica em que os bebês ficam vulneráveis à DHDVK — uma condição rara, mas potencialmente fatal, que pode causar sangramentos internos espontâneos. A boa notícia é que uma única dose de vitamina K pode prevenir o problema, razão pela qual a aplicação é recomendada para todos os recém-nascidos desde 1961, segundo a Academia Americana de Pediatria. O risco mais grave: sangramento no cérebro O dado que mais preocupa os pesquisadores diz respeito ao sangramento no cérebro. “A diferença foi particularmente preocupante no caso de sangramentos no cérebro ou ao redor dele, uma complicação potencialmente fatal”, afirmou o neonatologista Kevin Dysart, coautor do estudo, do Hospital Infantil da
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