LeiLu · 24/10/2026 15:00

Dress code social: estamos perdendo a noção da adequação?

Dress code social: estamos perdendo a noção da adequação?

Tenho notado algo curioso nos últimos tempos, tanto nas consultorias quanto nas conversas que escuto por aí: a nossa relação com o traje indicado no convite mudou muito. Antes, ler “passeio completo”, “esporte fino” ou “black tie” era o suficiente para saber o que vestir. Hoje, muita gente se sente insegura, outros interpretam do jeito que lhes convém e, no meio do caminho, a noção de adequação vai se perdendo.

E o mais interessante é que não se trata apenas de roupa. O que está em jogo é a nossa capacidade de ler o contexto social, de perceber o momento, o lugar e as pessoas à nossa volta e ajustar o nosso comportamento a isso. A roupa é apenas a parte mais visível dessa leitura.

Um episódio recente e muito comentado ilustra bem essa conversa: o casamento do surfista Gabriel Medina com Isabella Arantes, no fim de julho, no litoral norte de São Paulo. Neymar, que estava entre os padrinhos, apareceu de smoking, camisa e boina totalmente pretos, enquanto o noivo e os demais padrinhos vestiam tons claros. A imagem rodou as redes e rendeu comentários de toda ordem.

O que me chamou a atenção, porém, foi o desfecho. O próprio Neymar contou, com bom humor, que percebeu o descompasso ao chegar e que, depois da cerimônia, perguntou ao amigo se havia uma paleta de cores. A resposta, segundo ele, foi que o noivo tinha esquecido de enviar.

Ou seja, o que parecia descaso foi, nessa versão, uma falha de comunicação. Essa história mostra bem os dois lados da questão: quem convida precisa dar referências claras e razoáveis e quem é convidado, principalmente quando tem um papel de destaque, precisa fazer a sua parte e perguntar quando houver dúvida. Não preciso ir longe para encontrar exemplos do dia a dia.

Outro dia, numa festa de um ano, uma convidada chegou como se estivesse indo a um casamento: produção completa, vestido longo, tudo impecável. Não havia nada de errado com o look em si, que estava lindo. O descompasso estava na ocasião, porque ali, entre balões, bolo e crianças correndo, ela parecia ter lido outro convite.

Isso mostra que o contrário de se vestir mal nem sempre é se vestir bem. Às vezes, é estar arrumada para o evento errado. Continua após a publicidade Costumo dizer que adequação não significa estar mais arrumado: significa estar arrumado para aquela ocasião.

Essa diferença, aparentemente simples, muda tudo. Ela nos permite falar com o mesmo olhar tanto da pessoa que vai informal demais quanto daquela que exagera, porque os dois extremos podem produzir

Continue lendo

Quando a política entra na escola, o que estamos ensinando aos nossos filhos? LeiLu · 03/11/2026 Quando a política entra na escola, o que estamos ensinando aos nossos filhos? As eleições terminaram, um país dividido e polarizado e nossos filhos como ficam? Fico aqui pensando em como a política tem entrado cada vez mais cedo... Resumo da semana de Quem Ama Cuida de 9 a 14 de novembro tem Pilar atentando contra a vida de Zeni LeiLu · 03/11/2026 Resumo da semana de Quem Ama Cuida de 9 a 14 de novembro tem Pilar atentando contra a vida de Zeni Confira o que vai rolar na nova novela das 9, escrita por Walcyr Carrasca e Claudia Souto e com direção artística de Amora Mautner Adriana promete pen... Programa grátis em SP no sábado: um dia inteiro de Yoga, Astrologia e Tarot no Centro Cultural São Paulo LeiLu · 03/11/2026 Programa grátis em SP no sábado: um dia inteiro de Yoga, Astrologia e Tarot no Centro Cultural São Paulo Programa grátis em SP no sábado: um dia inteiro de Yoga, Astrologia e Tarot no Centro Cultural São PauloPersonare Procurando o que fazer em São Paulo...

Você também vai gostar

Ver todas →