LeiLu · 24/10/2026 06:00
Snøhetta transforma a cobertura da nova ópera de Xangai em extensão da cidade
Após dez anos de desenvolvimento, o Grand Opera House de Xangai foi inaugurado na última semana às margens do rio Huangpu, na cidade de Xangai, na China. Assinado pelo escritório norueguês Snøhetta, vencedor do concurso internacional realizado em 2016, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Theatre Projects e a Nagata Acoustics. Seu principal destaque é uma escadaria em espiral que conecta o térreo à cobertura, funcionando também como mirante e espaço de convivência aberto à cidade.
Com 146.786 m² de área construída, o complexo cultural apresenta uma arquitetura marcada por linhas orgânicas e superfícies claras. O edifício reúne três salas de espetáculos, instalações de produção e espaços de acesso público. Com capacidade total para 4.200 espectadores, o Grand Opera House funcionará como uma casa de ópera com companhia residente e infraestrutura dedicada a apresentações, ensaios, produção, atividades educativas e exposições.
LEIA MAIS 🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal A inauguração coincide com o início da temporada de estreia, intitulada Born to Sing, cuja programação de apresentações e atividades culturais se estende até 20 de fevereiro de 2027. A concepção arquitetônica foi orientada por três princípios: movimento, pertencimento e experiência.
O primeiro se manifesta na circulação contínua entre os diferentes níveis do edifício, conectando a cidade, a orla e a paisagem. Já o pertencimento está relacionado à criação de espaços públicos que convidam à permanência, enquanto a experiência orienta a organização dos ambientes e a maneira como os visitantes percorrem o complexo. Em sua arquitetura, limiares fluidos conectam a cidade, a orla e a paisagem, enquanto sua fachada geométrica reforça sua continuidade CHEN HAO Elemento mais marcante do projeto, a escadaria em espiral se estende pela cobertura e assume diferentes funções: pode servir como mirante, espaço de encontro e até palco para atividades culturais.
Sua configuração amplia as possibilidades de uso do edifício para além das apresentações realizadas nos auditórios. Grandes superfícies envidraçadas permitem a entrada de luz natural nos principais ambientes, transformando a percepção dos espaços ao longo do dia. A fluidez da arquitetura exterior também se estende aos interiores, onde ambientes interligados apresentam identidades próprias.
Enquanto o branco predomina na fachada, os espaços internos exploram uma paleta de tonalidades mais quentes. A escadaria em
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