LeiLu · 07/11/2026 07:00
Aneurisma da aorta: como o tratamento evoluiu e quando operar
Quem acompanha o tratamento dos aneurismas da aorta há algumas décadas viveu uma mudança importante na prática cirúrgica. Durante muito tempo, a cirurgia aberta foi o principal recurso de que dispúnhamos. Hoje, boa parte desses pacientes pode ser tratada por via endovascular, com a introdução de uma endoprótese pelas artérias, por meio de cateteres, evitando as grandes incisões da operação convencional.
O início dessa mudança costuma ser associado ao trabalho de Juan Parodi e seus colaboradores, que realizaram um reparo de aneurisma da aorta abdominal em 1990 e publicaram os resultados no ano seguinte. Desde então, a técnica foi sendo aperfeiçoada. A experiência acumulada pelos cirurgiões, somada ao desenvolvimento de materiais pela indústria, permitiu superar muitas das limitações iniciais.
Endopróteses mais versáteis As primeiras endopróteses exigiam uma anatomia bastante favorável. Os dispositivos eram volumosos, difíceis de introduzir em artérias estreitas ou tortuosas, e os pontos de fixação precisavam ser bem escolhidos. Com o tempo, os sistemas ficaram menores e mais flexíveis, e o implante ganhou precisão.
Passamos, assim, a tratar por essa via casos que antes dependeriam de uma cirurgia aberta. Continua após a publicidade Na prática, isso fez diferença sobretudo para os pacientes idosos, frequentemente portadores de doenças cardíacas, pulmonares ou renais. A cirurgia aberta exige incisões maiores e o pinçamento temporário da aorta, com repercussões que podem ser importantes para esses órgãos.
O tratamento endovascular costuma ser mais bem tolerado e permite uma recuperação mais rápida. Isso, porém, não torna a indicação automática. Há casos em que a anatomia dificulta o procedimento ou compromete a segurança e a durabilidade do resultado.
Um avanço que merece destaque foi o desenvolvimento das endopróteses fenestradas e ramificadas. Com elas, tornou-se possível tratar aneurismas que envolvem a origem das artérias renais e das artérias que irrigam os órgãos abdominais. As aberturas e ramificações da prótese permitem manter a circulação desses órgãos enquanto o aneurisma é excluído.
São procedimentos que exigem planejamento detalhado, materiais específicos e uma equipe habituada a realizá-los. Continua após a publicidade Ainda assim, trouxeram alternativas para pacientes que antes teriam pela frente uma operação de grande porte, inclusive nos aneurismas que se estendem pelo tórax e pelo abdome. Planejamento e acompanhamento A maneira de planejar tam
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