LeiLu · 03/11/2026 11:33
Câncer de próstata voltou? PET/CT com PSMA ajuda a localizar a doença
Depois de uma cirurgia para retirada da próstata para tratar um câncer, o paciente costuma acompanhar os níveis de PSA por meio de exames de sangue. Quando esse marcador volta a subir, surge uma preocupação: o câncer retornou? E, principalmente, onde ele está?
A resposta pode ser decisiva para definir os próximos passos do tratamento. O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens brasileiros, excluindo os de pele não melanoma. Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar 77.920 novos casos por ano entre 2026 e 2028.
Durante o Novembro Azul, a conscientização sobre a doença também envolve a importância do acompanhamento médico e da avaliação individualizada dos riscos. Homens a partir dos 50 anos, ou antes quando apresentam fatores de risco, como histórico familiar e ancestralidade africana, devem conversar com o urologista sobre a necessidade de avaliação. A decisão sobre exames como o PSA e o toque retal deve considerar os possíveis benefícios e riscos do rastreamento, que não é recomendado de forma indiscriminada pelo Ministério da Saúde.
Mas os cuidados não terminam com o diagnóstico e o tratamento inicial. Mesmo depois da retirada da próstata, a doença pode persistir ou reaparecer. Continua após a publicidade Nesses casos, a elevação do PSA pode indicar uma recorrência bioquímica, expressão utilizada quando o marcador volta a subir, mesmo sem sinais visíveis do câncer nos exames convencionais.
Como encontrar um câncer que ainda não aparece nos exames convencionais? O PET/CT com PSMA tornou-se uma ferramenta importante nessa investigação. O exame combina imagens moleculares e anatômicas para identificar áreas com maior presença do antígeno de membrana específico da próstata, conhecido pela sigla PSMA.
Essa proteína está presente em níveis elevados em muitas células do câncer de próstata. Ao utilizar uma molécula que se liga ao PSMA, associada a um marcador radioativo, o exame permite localizar focos suspeitos que podem não ser identificados por outros métodos de imagem. A capacidade de detecção depende de fatores como o nível do PSA, a velocidade de sua elevação e as características do tumor.
Por isso, um resultado negativo não exclui completamente a presença de células cancerígenas em quantidade ainda insuficiente para serem identificadas. A localização da recidiva pode modificar a estratégia terapêutica. Quando o câncer parece restrito à região da cirurgia, por exemplo, a radioterapi
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