LeiLu · 04/11/2026 16:49
Cigarro pode antecipar o infarto nas mulheres em mais de uma década
Durante muito tempo, acreditou-se que as mulheres estariam naturalmente mais protegidas contra doenças cardiovasculares do que os homens. De fato, elas costumam sofrer infartos mais tarde. Mas existe um fator capaz de mudar completamente esse cenário: o cigarro.
O tabagismo não apenas aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) entre as mulheres, como também pode antecipar o aparecimento dessas doenças em mais de uma década. E o impacto é ainda maior entre as mais jovens. Para se ter uma ideia, mulheres que nunca fumaram têm, em média, o primeiro infarto aos 73 anos, enquanto os homens costumam sofrer o evento por volta dos 66 anos.
Entre as fumantes, porém, essa diferença praticamente desaparece: o primeiro infarto ocorre, em média, aos 60 anos nas mulheres e aos 56 nos homens. Antes dos 50 anos, o perigo é maior (e não há dose segura) O risco é particularmente preocupante antes dos 50 anos. Nessa faixa etária, mulheres fumantes apresentam uma probabilidade muito maior de sofrer um infarto grave do que aquelas que não fumam.
Mesmo quem consome apenas um cigarro por dia já está exposta a um aumento significativo do risco cardiovascular. Não existe, portanto, uma quantidade segura de cigarros. Continua após a publicidade Por que o cigarro é tão prejudicial ao coração feminino Uma das explicações está nos efeitos do tabaco sobre o estrogênio, hormônio que exerce um papel importante na proteção dos vasos sanguíneos.
Além de interferir na produção desse hormônio, as substâncias presentes na fumaça do cigarro aceleram sua eliminação pelo organismo. Com menos estrogênio disponível, os vasos sanguíneos perdem parte de sua capacidade de dilatação, favorecendo o aumento da pressão e prejudicando a circulação. O tabagismo também estimula processos inflamatórios, altera os níveis de colesterol e facilita a formação de coágulos.
Essa combinação favorece o entupimento das artérias, podendo provocar infartos e AVCs. Continua após a publicidade Cigarro e anticoncepcional: uma combinação de risco Outro cuidado importante envolve as mulheres que fumam e utilizam anticoncepcionais hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio. A associação aumenta o risco de trombose e de eventos cardiovasculares, especialmente o AVC.
Para mulheres com mais de 35 anos que fumam mais de 15 cigarros por dia, esse tipo de contraceptivo é contraindicado. A escolha do método anticoncepcional deve sempre considerar os hábitos e os fatores de risco de cada paciente.
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