LeiLu · 05/11/2026 14:35
Dirofilariose canina: o verme do coração é silencioso e pode ser fatal
Embora pouco conhecida, a dirofilariose canina, provocada pelo chamado “verme do coração”, tem registros no Brasil desde 1878. Trata-se de uma zoonose que pode afetar cães, gatos, animais silvestres e seres humanos. No país, os casos em pessoas são raros e provavelmente subnotificados.
Para se ter uma ideia, a American Heartworm Society (Sociedade Americana de Dirofilariose, em tradução livre) considera que, apesar de evitável, mais de um milhão de animais de estimação tenham a doença nos Estados Unidos, registrada em todos os seus 50 estados. Já no Brasil não existem dados oficiais, pois a dirofilariose não é uma condição de notificação obrigatória. +Leia também: Proteção contra parasitas: por que deve fazer parte da rotina? O que causa a dirofilariose?
Parasita coletado em uma cadela, durante uma castração no Rio de JaneiroArquivo Pessoal/Reprodução Causador da doença, o parasita Dirofilaria immitis pode atingir até 30 centímetros de comprimento e se aloja silenciosamente no organismo por anos, prejudicando os pulmões e o coração. Dependendo do animal infectado, da carga parasitária e do estágio da patologia, o quadro pode ser letal. Continua após a publicidade “Diante disso, temos tratamentos chamados de slow kill, para reduzir a fertilidade e a longevidade dos parasitas adultos, promovendo sua eliminação gradual ou morte lenta”, explica a médica-veterinária Marianna Laura Elis Chocobar, doutora em medicina veterinária preventiva.
Larva do parasitaArquivo Pessoal/Reprodução Como é o ciclo da doença? A transmissão da dirofilariose exige três estágios: um animal infectado (o reservatório), o mosquito (o vetor) e um ambiente favorável. Os canídeos, tanto os domésticos quanto os silvestres, são os principais reservatórios da doença.
Diversas espécies de mosquitos podem participar desse ciclo, inclusive o Aedes aegypti, que transmite a dengue. Em humanos, a infecção acontece por meio da picada de mosquitos vetores infectados e, geralmente, se apresenta como um nódulo pulmonar solitário, que pode ser confundido com um câncer de pulmão. Continua após a publicidade Qual é o efeito das mudanças climáticas?
Tanto o inseto quanto o parasita precisam de alta umidade e temperaturas acima de 25 °C para se desenvolver. “Regiões não litorâneas que apresentem essas condições do clima podem estabelecer cadeias de transmissão e tornar-se áreas endêmicas para a dirofilariose. Esse cenário tende a se intensificar em decorrência das mudanças climáticas”, alerta Chocobar, que
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